Reflexão sobre o ataque na escola em Suzano em março de 2019

Reflexão sobre o ataque ocorrido na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo.

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Por Adriana Ribeiro

Quando levamos nossos filhos à escola, eu assim como muitos pais, tenho uma falsa sensação de que eles estão seguros.

Dizer que esse tipo de tragédia não acontece no Brasil, ou não faz parte da nossa cultura é se esquivar de ver as notícias. Já tivemos vários casos:

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2019/03/13/interna-brasil,742630/relembre-casos-de-atiradores-em-escolas-no-brasil.shtml

*NUNCA VOU TER O PROBLEMA QUE MEU VIZINHO TEM!" CUIDADO.

O grande problema é que tudo cai no esquecimento.

Atualmente as famílias estão muito preocupadas em "ganhar" dinheiro, ter status, ter uma "boa vida", carro, casa, enfim, são tantos desejos a serem realizados e busca-se mais e mais, ao passo que os filhos ficam à mercê de televisão, vídeo game, celular, tablet, com acesso livre a internet, sem supervisão.

Ah, mas meu filho fica o dia todo na escola.

Sim, escola tem a função de ensinar conteúdos para que seu filho seja capaz de trilhar uma trajetória de sucesso na vida profissional, através de seu esforço e capacidade, além de promover, no caso da educação infantil o bem-estar e garantir os direitos de aprendizagem previstos na BNCC. https://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/

A educação, como diziam nossos avós vem do berço. E eles eram sábios. Berço quer dizer CASA, pai e mãe. E mais do que a sabedoria popular dos nossos avós, a educação dos filhos é responsabilidade das famílias, responsabilidade essa assegurada pela lei dos homens (Constituição Federal/ ECA) e pela lei de Deus.

Portanto não resta dúvida, a criança é um ser em desenvolvimento e deve ser orientada por seus genitores até que possam caminhar sobre suas próprias escolas.

Todos nós, de certa forma, somos ou já fomos influenciados em algum momento da vida. Uns por coisas boas e outros por coisas ruins.

Influência dos jogos

Quero chamar a atenção aqui sobre a influência que os jogos (celular, computador ou vídeo game) exercem na vida das crianças. Grande parte das nossas crianças e adolescentes passam horas de posso desses recursos tecnológicos alimentando-se na maior parte dos casos de violência e conteúdos inadequados. Detalhe, crianças e adolescentes não trabalham, portanto não tem condições financeiras de comprar seus próprios jogos, então quem os compra? Sim, você pai e mãe, muitas vezes para satisfazer o desejo dos filhos e suprir sua ausência.

Dos jogos disponíveis, grande parte, senão a maioria, são violentos, instigam matar, roubar, destruir, acabar, detonar e muitos outros tantos adjetivos que deixariam esta lista enorme.

Estes jogos, aliados a busca por algum tipo de prazer, certamente estimularão nossas crianças e adolescentes e buscar novas fases a cada etapa vencida. Aí é que mora o grande perigo! Horas e horas, por dias, meses e anos à frente desse instrumento tecnológico, altamente instigante e prazeroso. Tudo isso torna-se "uma questão de sobrevivência", no meio social, pouco frequentado, mas muito digitado, o que se tecla são "diálogos" que buscam cada vez mais o ser melhor que o outro.

Devemos estar atentos as armadilhas disfarçadas que buscam enganar nossos filhos. Jogos com imagens violentas, instigam morte, uma vez que para "sobreviver" você tem que matar seu oponente. Jogos que instigam roubo, pois o jogador sai e "toma posse" de carros, motos, para dar continuidade a seu modo de sobreviver. Jogos de ação, além dos perigos instigantes, causam um nível de ansiedade muito grande no jogador pois dá a ele a sensação de perigo. Já tratei sobre jogos em algumas palestras e sempre alerto sobre os perigos e sobre a importância de ser avaliado pelos pais, nossas crianças e jovens já vivem em uma era onde a informação é muito rápida, são de natureza imediatista e esses jogos só contribuem para que se tornem cada vez mais ansiosos e desejosos por mais e mais fases pois essas "conquistas" liberam o hormônio da endorfina, responsável pela sensação de prazer. E tudo que dá prazer, é natural do ser humano buscar sempre mais. Quando as crianças estão na fase em que o imaginário se confunde com o real e crescem com a certeza que tudo tem que dar certo, sem limites dos pais, sem afeto familiar, o primeiro passo é que ele busque fora de casa meios que lhe deem prazer. Grande parte dos distúrbios psicológicos em crianças, adolescente e até adultos se resolveriam com mudanças de atitude dentro das famílias. Crianças precisam de PRESENÇA e não de PRESENTES.

Sugestão a você pai e mãe, assistam esses dois vídeos, reflita, converse com seu parceiro e mudem de atitude. Nunca é tarde para recomeçar, nossa família é o bem mais precioso que se pode ter. Você vai ver que vale a pena investir no seu relacionamento com seus filhos, certamente você irá colher bons frutos.

Para reflexão

Boa reflexão!

Adriana Ribeiro é pedagoga e estudante de Psicologia

Casada, mãe de 2 filhos (André Matheus, 23 e Gustavo, 15).

Membro da Igreja Assembleia de Deus - Belém na cidade de Limeira, SP.

Faço parte da Liderança da UCADLI (união de crianças da Assembleia de Deus do Campo de Limeira).

Trabalho na rede municipal de educação da cidade de Piracicaba, SP a mais de 6 anos, sendo no total mais de 12 anos na área educacional, faço palestra para famílias na área educacional (escolas) e espiritual (igrejas), além do trabalho com crianças no campo de Limeira pela UCADLI.


 
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